TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O ÓLEO DE CBD PARA ANSIEDADE

Tratamentos correntes para os transtornos de Ansiedade

Os tratamentos farmacológicos disponíveis atualmente incluem inibidores da recaptação de serotonina, inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina, benzodiazepinas, inibidores monoamina oxidase, antidepressivos triciclicos e antagonistas parciais dos recetores 5-hidroxitriptamina (5-HT)1A. Anti convulsivos e antipsicóticos atípicos são também utilizados para tratar transtorno de stress pós-traumático. Este tipo de medicamentos tem uma capacidade limitada de aliviar os sintomas dos transtornos e causam inadvertidamente efeitos secundários nos pacientes, particularmente no stress pós-traumático. Estes efeitos secundários limitam a tolerância e a aderência por parte dos pacientes.

Farmacologia do CBD

A cannabis sativa, ou canábis, espécie do género da cannabis, é uma das substâncias ilícitas mais utilizada na cultura ocidental. Os dois canabinóides presentes em maior quantidade e com atividade no sistema nervoso central são o THC, responsável pelos efeitos psicoativos e pelo status ilegal da canábis, e o CBD que não possui efeitos psicoativos, constituinte do Óleo de CBD. Estudos pré clínicos e clínicos mostram que o CBD possui um extenso leque de propriedades terapêuticas tais como propriedades antipsicóticas, analgésicas, neuroprotetoras, anti convulsivas, antieméticas, antioxidantes, anti-inflamatórias, antiartríticas e antineoplásticas. Vários estudos sobre potenciais efeitos secundários mostraram que o CBD é bem tolerado numa variada gama de doses, até 1500 mg/dia (oral), sem relatos de interferência com as atividades motoras, humor ou sinais vitais.

O Sistema Endocanabinóide

O sistema Endocanabinóide, como o próprio nome indica, endo (interno), do Gredo éndon, é o sistema interno de produção e de recetores de canabinóides. Os endocanabinóides, análogos ao THC e CBD, produzidos pelo ser humano são a anandamida (AEA) e o 2araquidonoilglicerol (2-AG). Incluídos no sistema endocanabinóide estão as enzimas FAAH, hidrolase de ácidos gordos, com um grupo amida, e a lipase de monoacilglicerol, que degradam a AEA e 2-AG. Os recetores  presentes no ser humano, onde os canabinóides e os endocanabinóides se ligam, são os recetores eCB1 e eCB2.

Os recetores eCB1 (eCB1R) estão localizados principalmente no sistema nervoso central, enquanto que os recetores eCB2 (eCB2R), relacionados com os eCB1R tem localização periférica. Ainda relacionados com os eCB1R, também ativados pelos eCBs, estão os recetores TRPV1, que funcionalmente interagem com os eCB1R. As interações com os recetores TRPV1, em particular, parecem ser críticas na regulação dos endocanabinóides, que leva à inibição ou facilitação da libertação pré sináptica de neurotransmissores.

Os recetores TRPV1 são canais pós sinápticos de catiões que estam subjacentes à sensação the ardor na periferia, com a Capsaicina como ligante exógeno destes neurotransmissores. Os recetores TRPV1 são também expressos no cérebro, incluindo a amígdala, substância periaquedutal cinzenta, hipocampo e outras áreas. O Sistema endocanabinóide regula diversas funções fisiológicas, incluindo o equilíbrio energético calórico e funções do sistema imunitário.

O sistema Endocanabinóide é também parte integrante da regulação do comportamento emocional, sendo essencial a várias formas de plasticidade sináptica que determinam a aprendizagem e resposta emocional saliente, em particular nos eventos altamente aversivos. A ativação dos eCB1Rs produz Efeitos Ansiolíticos em vários modelos de medo não condicionado, relevantes para os sintomas dos múltiplos distúrbios de ansiedade. Em ralação ao medo condicionado, os efeitos da ativação dos eCB1R são complexos:

A ativação dos eCB1R pode aumentar ou reduzir a expressão do medo, dependendo do locus cerebral e do endocanabinóide ligando.

Contudo, na generalidade, a Ativação do eCB1R melhora potencialmente a Extinção do Medo e pode prevenir a reconsolidação do medo. Manipulações genéticas, que impedem a ativação dos eCB1R, são ansiogénicos. indivíduos com polimorfismos nos genes codificantes para o sistema eCB – por exemplo, polimorfismos no gene FAAH – exibem sinais de uma regulação do medo deficiente.

O Stress crónico prejudica a sinalização dos eCBs, no hipocampo e na amígdala, originando Ansiedade, e pessoas com PSTD (Desordem de stress pós traumático) mostram elevada disponibilidade dos eCB1R e uma reduzida AEA periférica. Por estas razões a ativação dos eCB1R é sugerida como um alvo para o desenho de drogas Ansiolíticas. Propõe-se que certos agentes ativam os recetores CB1R tais como o THC, um potente agonista direto, agonistas sintéticos dos eCB1R, inibidores da enzima FAAH e outros agentes que aumentam a disponibilidade de eCBs, e também canabinóides não psicoativos  como o CBD. Apesar do CBD possuir baixa afinidade para os eCB1R, funciona como um agonista indireto, potencialmente via aumento da atividade constitucional dos eCB1R, ou via aumento de AEA pela inibição da FAAH.

Recetores CB1

Complexidade do Sistema Endocanadinóide

Várias complexidades do sistema eCB podem afetar o potencial do CBD e outros agentes ativadores CB1R para servir como drogas ansiolíticas. Primeiro, os agonistas do eCB1R, incluindo o THC e AEA, apresentam um duplo efeito: Doses baixas são Ansiolíticas e doses altas são ineficazes ou ansiogénicas, tanto em estudos pré clínicos como em estudos em humanos. Este perfil difásico pode advir do facto dos agonistas dos eCB1R também ativarem os recetores TRPV1 quando administrados em altas doses, mas não em doses baixas como demonstrado pela AEA.

A ativação dos recetores TRPV1 é predominantemente enxiogénica, consequentemente um equilíbrio crítico dos níveis de eCB, determinantes na ativação dos eCB1R versus TRPV1, é proposto para governar o comportamento emocional. O CBD atua como agonista dos recetores TRPV1 em altas concentrações, predominantemente por interferir com a inativação do AEA. O equilibrio entre efeito ansiogénico versus ansiolítico, dos agonistas dos eCB1R, também depende de fatores dinâmicos, incluindo stressores ambientais.

Recetores 5-HT1a

Os recetores 5-HT1A (5-HT1AR) são alvos ansiolíticos estabelecidos. A buspirona e outros agonistas dos 5-HT1AR são tratamentos aprovados para o tratamento do GAD, com variadas respostas nos pacientes. Em estudos pré clínicos, os agonistas dos 5-HT1AR são ansiolíticos em modelos animais de ansiedade generalizada, que previnem dos efeitos adversos do stress e melhoram a extinção do medo. Estudos in vitro sugerem que o CBD atua como um agonista direto dos 5-HT1AR, enquanto que estudos in vivo apontam para um cenário onde o CBD atua como um modulador alostérico, ou facilitador da sinalização dos 5-HT1AR.

Evidências de Estudos Psicológicos

Os efeitos ansiolíticos do CBD em humans foram, pela primeira vez, reportados por reverterem os efeitos ansiogénicos do THC. O CBD reduziu a ansiedade gerada pelo THC quando administrado em simultâneo, mas não surtiu efeito na ansiedade de base quando administrado isoladamente. Vários estudos, usando doses elevadas, suportam a hipótese de que não há redução de ansiedade de base. Em contraste o CBD reduz, de uma forma potente, a Ansiedade e o medo induzido.

O CBD reduziu a ansiedade associada ao teste de simulação de discurso público em sujeitos saudáveis, e em sujeitos com transtorno de Ansiedade generalizada, demonstrando uma eficácia com a ipsapirona (um agonista dos 5-HT1AR) ou diazepam. O CBD reduziu também a Ansiedade antecipatória associada à submissão do sujeito a uma tomografia computacional de emissão de fotões (SPECT), tanto em sujeitos saudáveis como em sujeitos com transtornos de Ansiedade. Finalmente, o CBD melhorou a extinção das memórias associadas a medos em sujeitos saudáveis. Estes factos apontam para uma possível redução da ansiedade com o Óleo de CBD

Conclusões

Evidências pré clínicas mostram conclusivamente a eficácia do CBD na redução de comportamentos ansiosos relevantes em múltiplas desordens, incluindo transtorno de pânico, transtorno de ansiedade social, transtorno obsessivo-compulsivo e transtorno de stress pós-traumático, com uma notável baixa incidência de efeitos ansiogénicos. Os efeitos ansiolíticos do CBD parecem depender dos CB1Rs e 5-HT1ARs em várias regiões do cérebro. Contudo, a investigação da ação do CBD em outros recetores pode revelar outros mecanismos de ação. Experiências em humanos apoiam as descobertas em estudos pré clínicos, e também sugerem uma baixa incidência de efeitos ansiogénicos, efeitos sedativos mínimos, e um Excelente perfil de segurança.

As descobertas dos estudos pré clínicos e clínicos baseiam-se em doses agudas de CBD em sujeitos saudáveis. Futuros estudos devem estabelecer se o uso crónico de CBD tem efeitos similares em populações consideráveis. Na generalidade os vários estudos efetuados revelam o potencial do CBD no tratamento de transtornos de Ansiedade. É assim possível perceber que o Óleo de CBD pode ser uma grande ajuda no combate aos sintomas de ansiedade.

FONTE: https://www.onol.com/cbd-ansiedade/

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