Você sabe o que é Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Status: sem cura definitiva até o momento. Cada paciente deve ser acompanhado de maneira personalizada e receber tratamento específico.

Transtorno do Espectro Autista (TEA) é composto por diferentes síndromes cujas principais características são as seguintes: dificuldade de comunicação e interação social, comportamentos restritivos e repetitivos, baixa ou alta reatividade a estímulos sensoriais (interesse ou desinteresse incomuns em aspectos do ambiente).

A palavra “espectro” é utilizada porque existem diversos graus de autismo, assim como diferentes apresentações do transtorno. O que é comum a todos os tipos de autismo é a dificuldade no relacionamento social. Pesquisas indicam que o TEA afeta 1,6% das crianças (uma a cada 68), sendo mais frequente em meninos. Também é comprovado que irmãos de crianças autistas têm chance ainda maior de desenvolver alguma síndrome do espectro.

As causas do TEA são atribuídas a uma junção de fatores genéticos, biológicos e ambientais. Muitos aspectos do transtorno ainda são um enigma para a ciência, mas as pesquisas têm trazido novidades. Uma delas é utilização da Cannabis no tratamento do autismo.

Cannabis, Sistema Endocanabinoide e Autismo

Cannabis, planta nativa da Ásia Central, é utilizada pela Medicina Chinesa há milênios. Mais de 400 compostos podem ser dela retirados, os mais famosos sendo o THC (tetra-hidrocanabinol), responsável pelos efeitos psicoativos e neurotóxicos, e o CBD (canabidiol), repleto de possibilidades terapêuticas e capaz de gerar efeitos protetores contra os danos do próprio THC. E o que isso tem a ver com o autismo? Pois bem, o assunto é um pouco complexo, mas vamos lá!

Nos anos 1980, descobriu-se que nosso corpo possui receptores para substâncias canabinoides (compostos originalmente identificados em plantas do gênero Cannabis), sendo essas estruturas batizadas de CB1 e CB2. Esses receptores fazem parte do Sistema Endocanabinoide, estrutura com papel importante em diversos mecanismos fisiológicos, tais como: ação motora, alterações de humor, sintomas de ansiedade, desenvolvimento neural, sistemas de recompensa e resposta ao estresse.

Você consegue perceber como algumas das “atribuições” do Sistema Endocanabinoide estão relacionadas aos sintomas do TEA? Levantou-se então a seguinte hipótese na academia científica: se o Sistema Endocanabinoide participa de respostas emocionais e reações comportamentais, alterações nesse sistema poderiam contribuir para melhora em quadros de TEA?

Até o momento, a resposta a essa pergunta tem sido positiva e os canabinoides (principalmente o CBD) começaram a ser utilizados para o tratamento de TEA.

O tratamento com canabinoides tem se mostrado eficiente em diversos sintomas associados ao TEA:

  • Crises convulsivas
  • Síndromes epilépticas
  • Comportamentos repetitivos
  • Ansiedade, alterações de humor, agressividade
  • Instabilidade motora
  • Distúrbios alimentares
  • Transtornos do sono
Comportamento auto-lesivo

Sim, é permitido. Desde 2015, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autoriza a importação de canabinoides para fins terapêuticos, porém é necessário que o pedido passe por uma análise. As etapas da solicitação são as seguintes:

  1. Prescrição médica
  2. Cadastramento do paciente na Anvisa
  3. Análise do pedido
  4. Autorização para importação por parte da Anvisa
  5. Aquisição e importação do produto
  6. Fiscalização e liberação pela Anvisa

FONTE: http://www.neoplenus.com.br/2019/03/06/autismo-e-cannabis/

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