PRÁTICA CLÍNICA DA CANNABIS

Por Isabella Filippini

A cannabis medicinal serve para tratar uma ampla gama de doenças e distúrbios, o que a torna diferente de qualquer outro medicamento terapêutico. Em razão da proibição mundial, a pesquisa relacionada a ela é limitada e insuficiente para haver padronização nas apurações; por isso há milhares de profissionais da área médica e pacientes que têm aglomerado conhecimento clínico sobre a cannabis.

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Em casos de ansiedade e depressão, a cannabis trata de forma tão eficaz quanto os antidepressivos (e com menos efeitos colaterais), por reduzir a deficiência cognitiva e o desconforto em situações sociais. Em pacientes com câncer, um número crescente deles tem usado produtos concentrados dos compostos da cannabis: dados pré-clínicos e clínicos orçaram os canabinoides e a sua função na reprodução e morte de células cancerígenas.

A epilepsia é uma doença em que a cannabis é aplicada há muito tempo. Estudos do uso do CBD em crianças relatam reduções significativas na frequência de crises epiléticas e quase 1/3 dos pacientes é resistente às terapias tradicionais. Distúrbios gastrointestinais também são tratados com cannabis há mais de um século na medicina ocidental e conhecida há milhares de anos como um auxiliador do sono, com efeitos sedativos.

Das muitas utilidades da cannabis e seus compostos de forma conjunta ou individual, a dor de cabeça e diversas condições, como esclerose múltipla, doença de Alzheimer, Parkinson, esclerose lateral amiotrófica, AVC e doença de Huntington.  Apesar dos estudos com canabinoides se concentrarem na gestão dos sintomas, há traços favoráveis de que podem atrasar a progressão em distúrbios neurodegenerativos.

Como sabemos, a cannabis é capaz de tratar um leque de sintomas, doenças, distúrbios e condições. Os profissionais médicos e os pacientes poderiam se beneficiar caso houvessem estudos mais severos sobre casos clínicos, uma expansão da informação sobre o poder da cannabis e uma maior curiosidade em relação à automedicação.

 

 

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