USO E PROPAGAÇÃO DA CANNABIS

Por Isabella Filippini

A cannabis é uma planta que nos foi dada pela natureza há milhares de anos atrás. Foi usada como tratamento essencial para os antigos chineses (sentes estes um dos primeiros povos a escrever sobre o uso medicinal e espirituais da planta), indianos (na medicina ayurvédica) e na era vitoriana, que a colocaram, em meados de 1850, na Farmacopeia Ocidental. Também foi utilizada na Europa e na América do Norte, até sua proibição na década de 30.

Acredita-se que nossos ancestrais, em uso medicinal, provavelmente comiam botões de cannabis para ajudá-los a esquecer o trauma das caças mal-sucedidas e na recuperação de energia para as futuras jornadas; evidências arqueológicas indicam que as mulheres mastigavam a planta para alívio dos enjoos durante a gestação e da dor do parto. Animais também utilizavam-na como alimento e a utilização da extração de óleo tornou-se essencial no crescimento das crianças.

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Dioscórides descreveu o uso medicinal da cannabis no livro “Sobre Matéria Médica”, no ano 70. Segundo estudiosos, a planta foi relatada também há cerca de 10.000 anos, onde suspeita-se que seja o atual Cazaquistão. Na Índia, em 1839, o irlandês Sir William Brooke O’Shaughnessy foi o responsável por levar até a Europa o conhecimento sobre a existência do óleo de cannabis no tratamento da epilepsia.

CÂNHAMO
Partes da cannabis, mais especificamente os talos, podiam ser transformados em tendas e roupas, velas e até papel. Isso deve-se ao que chamamos de cânhamo, que também é da espécie cannabis sativa, mas é geneticamente diferente e utilizado para outras finalidades.

O cânhamo é utilizado na produção de alimentos, óleo, cosméticos, combustível e etc, devido a suas sementes, fibras e caule. Pra ser considerado cânhamo industrial, a planta deve conter uma quantidade muito baixa de THC, por isso se difere um pouco da cannabis médica (até pode-se extrair CBD para uso medicinal, mas há pouco controle federal sobre isso nos EUA).

HOJE
Infelizmente, com o passar do tempo, a cannabis foi sendo proibida no mundo todo. Somente em 1996, quando houve uma votação, na Califórnia, sobre a legalização da maconha para fins médicos, é que as coisas começaram a caminhar nos EUA (e consequentemente em outros países também). O progresso das leis por lá, em conjunto as pesquisas ao redor do mundo, é um dos motivos de podermos debater com tranquilidade sobre a o uso medicinal da cannabis.

 

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